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BYOD, Uma nova Onda?

BYOD

Em 2005 quando assumi a coordenação do GTINFO – Grupo de Tecnologia da informação da Prefeitura de Arapiraca, fiz algo que me pareceu acertado: não fiz aquisição de notebooks ou estações de trabalho para o departamento de TI e ao invés disso procuramos prover um ambiente com conectividade e baias de trabalho para que eles pudessem trazer seus próprios notebooks.

Para a maioria dos departamentos e funcionários aquilo pareceu muito estranho, mas para mim era tão normal e óbvio, uma vez que todos, sem exceção, possuíam seu computadores móveis pessoais e gastavam boa parte do tempo copiando coisas que haviam produzido em casa para a organização e vice-versa.

A decisão inicialmente tranquila exigiu algumas mudanças na infraestrutura para garantir segurança e conectividade, mas tudo se alinhava magicamente com o que estávamos fazendo naquele momento, já que a Prefeitura criava sua própria nuvem interna e disponibilizava aplicativos baseados na WEB, pois acreditávamos que este era o futuro e não aquela parafernália de sistemas desktops, muitas vezes incompatíveis entre si e que exigiam um esforço sobre-humano para mantê-los funcionando. Da forma que projetamos fazendo bastaria um navegador (Firefox, por exemplo) para ter acesso aos sistemas.

Mas, voltando aos equipamentos levados e trazidos ao trabalho, hoje, cerca de 8 anos depois parece ser uma nova onda em TI. Tem até nome: BYOD, do inglês Bring Your Own Device(Traga seu Próprio Dispositivo). Tentarei expor aqui a idéia desta tendência de administração de TI , os benefícios e os riscos que a envolve, bem como os desafios e os riscos intrínsecos à tecnologia.

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Hoje o BYOD não é  mais uma questão de aceitá-lo ou não, mas de como conviver com ele tanto no que diz respeito aos riscos e aos benefícios. Com o advento da computação móvel em toda a sua plenitude, smartphones, tablets, X-books(notebooks,ultrabooks e netbooks), smartTVs e congêneres, precisamos enfrentar a pressão que os usuários fazem para terem acesso à informação corporativa através de uma hiperconectividade jamais vista. Previsões dizem que em 2020 seremos 5 bilhões de usuários em 80 bilhões de dispositivos conectados na rede, segundo estudo da Frost & Sulivan, este levantamento projeta aproximadamente cinco aparelhos por pessoa. Serão celulares, óculos, relógios, tênis, carteiras e quem sabe até chips de monitoramento. Seria até um desperdício computacional, se as corporações não fizessem uso deles de alguma forma inteligente, uma vez que estão ali mesmo com os funcionários e que a empresa pouco ou nada gastou para adquiri-los.

Coisas como: relógio vibra para avisar sobre a reunião, celular envia sua localização dentro da empresa para seu chefe ou até mesmo o GPS no seu sapato informa á empresa seus movimentos dentro no escritório. Enfim, as aplicações são muitas e as implicações também, não é por acaso que a consultoria Gartner, divulga que: “BYOD é a mudança mais radical na computação empresarial desde a introdução dos PC’s”.

Talvez em 2005 eu ainda não atentasse sobre implicações trabalhistas no uso de dispositivos móveis fora do ambiente de trabalho, estas na época não existiam, mas hoje o uso de dispositivos para fins de trabalho devem estar restritos ao ambiente de trabalho, o que nos leva a ter de combinar políticas corporativas, softwares, controles de infraestrutura e educação, no curto prazo e gerenciar o uso adequado de serviços na nuvem a longo prazo.

Em um país judicializado como o Brasil, políticas deste tipo devem ser construidas em conjunto entre os departamentos de TI e Jurídico para evitar futuros processos. Proibir é impossível, o melhor e negociar uma forma legal e que não afete a produtividade dos funcionarios, já que o acesso indiscriminado à rede traz, na maioria das vezes, a dispersão (não esqueçamos os facebooks, twitters, googles+ da vida que sempre têm um desocupado para atrair a tenção de quem trabalha para coisas que não trazem benefício ao funcionário ou à empresa).

Se a hiperconectividade aumenta ou diminui a produtividade do funcionário isso vai variar de empresa para empresa, dependendo de sua estratégia de implantação do BYOD e da dinâmica de negócios na empresa, mas uma coisa é certa aquilo que apenas intui em 2005, agora, em uma versão mais rica e aprimorada, virou tendência, precisa ser absorvida e entendida da melhor forma pelas organizações.

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